Real Time Web Analytics Violência Semântica: Dezembro 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Poesia para Deus

Em vez de um texto massante... mas ainda no mesmo tema.

Antes de falar: Alguém sabe como ponho parágrafo na merda destes posts?

Uma vez li algo mais ou menos assim, em algum lugar que não lembro: "A existência de Deus me incomoda, a inexistência dele me incomoda mais ainda. Quando não quero gritar para O Nada, crio meu próprio Deus que, na maioria das vezes é o Deus do antigo e novo testamento. Quando grito para a parede eu não consigo me consolar, mas quando uso o nome de Deus é como se por alguns segundos eu tivesse uma missão, uma tarefa a cumprir. Mas a tarefa é um tanto furiosa, com muito ódio."

Como se não bastasse, em um dia qualquer, daqueles que você sai para andar na rua mais para se auto-paparicar com sua já dramática melancolia existencial de final de domingo, encontro um papel amarelado e largado aparentemente em um lugar estratégico, como se, o autor quisesse que alguém o apanhasse e lesse. E, claro, eu peguei. E havia algo mais dramático e melancólico que o final de domingo escrito:

"Oh Deus, se me cria mesmo,
Por pura e simples apatia de viver,
Tu então brincas com a vida.
Se não pode mesmo sendo eterno,
E com o absurdo em mãos,
Prever a loucura de um cérebro,
Tu não és nada além de meu vazio.
É tua obrigação de me dar sentido,
Se não, dê-me a coragem,
De considerar o vazio meu amigo.
E quando O Nada me enlouquecer,
E tiver que tirar minha própria vida,
Dê-me, ao menos, a chance de matá-lo,
E mostrar a ti mortalmente,
O que é o Abismo."

Andando mais um pouco depois de ter lido, vi que o papel tinha caido do meu próprio bolso alguns anos atrás antes de entrar em descrença.

Claro, toda a ladainha que eu falei antes é mentira. Mas para ler algo assim é preciso prender uma atenção especial, pelo menos eu tentei.

- Crowley