Real Time Web Analytics Violência Semântica: Junho 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Falsificando o Relacionamento


Os seres humanos contemporâneos, como também de algumas outras épocas, erram moralmente a todo o momento, algumas vezes consciente e outras inconscientemente. Apesar disto, está sempre pronto para se perdoar – caso não se mataria. Todavia, estranhamente, pode não estar preparado para perdoar seu semelhante à ponto de - em um contrato de relacionamento, amoroso ou não - amar mais o contrato que o amado. Isto é, ser mais fiel ao contrato que ao próprio amado. Disto, nasce uma das piores contradições e hipocrisias do mundo: a de fazer no papel o amor que deveria ser feito sem cláusulas e verdades absolutas.

Se, ainda, por algum acaso, um erro muito mais grave - como a infidelidade de espírito - ocorresse, este seria perdoado por não estar no presente contrato. É a partir desta lógica que podemos acreditar que pessoas não se amam mas, sim, amam simultaneamente e individualmente um contrato que em nada reflete o verdadeiro amor.

Apesar de tudo, não faltam pessoas para dizerem que amam alguém quando, na verdade, não amam ninguém, mas amam leis de relacionamento estabelecidas por terceiros na história que em suas representações se tornam um objeto elegante de status social.

"Por fim as pessoas não amam o desejado, mas o desejo." - Friedrich Nietzsche

- Benny