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Mostrando postagens de Novembro, 2011

Em sentido "extra-USPiano".

Pois é, tentarei encarar o discurso iluminista, vamos lá:
Independentemente do que cada um acha: um grupo relativamente grande de pessoas, aliás, pessoas de família economicamente viáveis, não "criminosas", que se organiza para causar transtornos sólidos publicamente em um sistema institucional - no caso, uma instituição de enorme poder que é a Universidade - em nome de vingança em significado não-pejorativo (é como Eu prefiro ver) diz algo que passa despercebido. Pelo menos no "mundão" de opiniões previamente engajadas, e quantas opiniões!

Dizer afirmações de espécie como: "Ah! Eles infringem a lei, são uns baderneiros", "Ah! Eu acho que as drogas fazem mal a sociedade", "Ah! São mauricinhos querendo aparecer", "Ah, eu acho isso e aquilo..." não demonstra a análise verdadeiramente importante, pois isso são "meras perspectivas de mundo", isto é, aquele velho papo que "hippie" gosta de chamar de etnocentrismo…

O Bom Democrata

Todo bom democrata do novo século muito bem sabe que a melhor repressão política se faz pelas entrelinhas, por meio de um "debate", permitindo o diálogo, negociando... aliás, não é ele um bom homem de negócios? Ele sabe que o chicote está fora de moda para uma sociedade que já obedece naturalmente. Engenheiro de estratégias, não economiza um pensamento friamente calculado para achar uma solução. É um crítico de primeira linha, com grande carga de leitura. Ele é cidadão, sabe do "bem-viver", por onde passa exala virtudes, deixando belos sorrisos. Não se deixa perder a elegância: sabe o quanto um sorriso e palavras humildes podem surtir efeito. Ele reprime! Sim! Mas é um pai de família, ama os seus filhos! Não deixa escapar uma oportunidade para reafirmar incessantemente isso. Profissional, expert, especialista da democracia: como poderia ele deixar reinar mais marcas de repressão? Não, ele prefere se adequar ao discurso acolhedor, dos direitos do homem. Sempre que p…

O Anarquista "Sem Poréns"

De uma dada perspectiva, tudo pode parecer simples: a Verdade é um sintoma, ou melhor, efeito de uma causa mascarada, a saber, "o tornar" uma visão de mundo - necessariamente tendenciosa - a totalidade da realidade. Ou melhor, é sempre mais confortável e menos angustiante erguer ao alto fetiches abstratos supostamente "bonitinhos" para encobrir os mórbidos interesses que governam a realidade concreta. Esta sempre negada durante a história humana, seja por medo, seja por poder. Em nome de que? de mais e mais fantasmas que se passam por "seres" concretos e que, ingenuamente, deixamos se tratar de nós mesmos. Estes seres, fantasiosos, por vezes chamados de conceitos, por outras de espírito e, ainda, idéia, tendem sempre a serem internalizados, de tal maneira que pareçam internalizados fisiologicamente. Também se apresentam com uma certa aparência, talvez, sólida, necessária, como "razões de viver". De qualquer forma, algo de comum pode ser …