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Mecanismos Moleculares de Armazenamento da Memória

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Da Membrana ao Núcleo: Mecanismos Moleculares de Armazenamento da Memória. Benilson Nunes; Paulo Roberto Queiroz. Brasília, 2013. Texto Completo PDF:  https://www.mediafire.com/?7c66ob3zf03e6bu Resumo Os estudos relacionados ao armazenamento de memória têm apresentado notáveis avanços em sua abordagem molecular. Enzimas chaves deste processo, tais como a proteína cinase A (PKA) e a proteína cinase C (PKC), bem como fatores de transcrição como a CREB-1 e a CREB-2, participam da plasticidade neuronal de consolidação da memória. A bibliografia deste trabalho conta com alguns dos mais avançados estudos relacionados à transdução de sinal em circuitos neuronais simples. As pesquisas se pautam em duas modalidades de armazenamento convencionadas: facilitação de curta duração (STF) e facilitação de longa duração (LTF), cada uma apresentando seus mecanismos particulares. A facilitação de duração média (ITF) também é mencionada. O objetivo do trabalho, portanto, é o de aprese...

Canais Iônicos e Potencial de Repouso

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Na membrana das células neuronais estão, além de outras proteínas de membrana, os canais iônicos. Estes canais são proteínas de membrana integrais, isto é, atravessam a membrana de dentro a fora (KANDEL, 2003). Sua função crítica está em produzir alterações rápidas da diferença de potencial elétrico, levando informação a longas distâncias, tais como outros tecidos e órgãos (YU et al., 2005).  Havendo uma mudança no potencial elétrico ao longo da membrana, ou mesmo quando da presença de um ligante ou estímulo mecânico, estes canais sofrem mudanças conformacionais, permitindo a passagem seletiva de íons através deles (YELLEN, 1998). A passagem de íons através dos canais iônicos se dá de forma passiva, isto é, sem gasto de energia, segundo o gradiente químico favorecido: onde há, por exemplo, menos potássio tende-se a receber mais potássio. Contudo, no amplo mosaico de proteínas da membrana, se sabe também da presença uma outra classe de moléculas especializadas semelhantes a...

Biologia Celular Básica do Neurônio

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Os neurônios são conhecidos pela sua vasta diversidade morfológica. É o tipo celular mais variado em nosso organismo. Dentre as diversas localidades do corpo onde estão espalhados, se observa mais de 50 tipos diferentes descritos (KANDEL, 2003). Ainda assim, se sabe que todos eles apresentam a mesma base estrutural. Além disso, é importante a informação de que cada tipo de neurônio expressa uma combinação de moléculas gerais e específicas, de acordo com a coleção de genes expressos em cada um destes tipos variados de células (KANDEL, 2003). A constituição do neurônio é formada, fundamentalmente, pelo corpo celular, os dendritos, os axônios e os terminais sinápticos (KANDEL, 2003). Por vezes, o corpo celular também pode ser chamado de “soma”, local onde se concentram as principais organelas intracelulares (LENT, 2001). A porção somática da maioria dos neurônios, onde se observa o núcleo e grande parte das organelas, representa, contudo, menos que um décimo do volume total da cé...

Anatomia Funcional Básica do Cérebro

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Os avanços tecnológicos para o estudo do cérebro no final do último século fez a década de 90, nos EUA, ser declarada como a “década do cérebro” (RUSSO e PONCIANO, 2002). Decorrentes desta mobilização, que contou, inclusive, com a elaboração de uma lei, surgiram tecnologias chaves para o aprimoramento da neurociência. Avanços tecnológicos tais como a ressonância magnética, tomografia computadorizada, tomografia por emissão de pósitrons (PET) e tomografia por emissão de fótons (SPECT) tornaram possível observar o cérebro, com certa clareza, por meio de imagens, em intenso funcionamento (RUSSO e PONCIANO, 2002), ainda que estas imagens não correspondam a uma cópia fiel dos processos cerebrais.              O sistema nervoso central (SNC) é formado basicamente por duas porções contínuas entre si, são elas o encéfalo e a medula espinhal (LENT, 2001). Sendo que o encéfalo, por sua vez, ainda é divido em outras duas porções: anterior (ou prosencéfal...
Talvez a existência da raça humana no universo, enquanto espécie, seja algo digno de uma salva de palmas. Mas o indivíduo particular consciente, aquele que apenas faz parte do conjunto da espécie sem ser ele próprio a totalidade da espécie, está abandonado na imensidão da realidade. É uma desgraça. Não dá pra ficar alegre com isso. - Benny

O Pressuposto de Inocência Guarda um Pretexto.

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Em um "cálculo moral", se me permitem usar esse termo, o bom cidadão, em uma perspectiva muito objetiva, é tão criminoso quanto aquele que afirma o crime diretamente - tão como é criminoso, por razões semelhantes, quem media a relação entre estes dois, isto é, o Estado (este último é, portanto, o substrato deste cenário). A diferença está mais em nível psicológico ou de comportamento: um é dissimulado e o outro, o que se afirma como criminoso sem delongas, é apenas sincero. Porém, uma vez mais, os dois são criminosos em mesmo nível. Me sinto agora forçado a parafrasear Pondé - o que na verdade Nietzsche já havia dito antes: "A hipocrisia é a essência da vida moral". Grosso modo, uma vez que a sinceridade, seja de quem for, se torna imperativa, a postura de boa pessoa vai buraco abaixo. E mais: em uma perspectiva política, a fronteira que divide o inocente do criminoso é extremamente frágil, estando, em mesma dose de crime, diversos atos aparentemente inofensivo...

A Natureza Humana diante do Anarquista

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Hobbes, no Leviatã , sabia o que estava dizendo. O problema dele, contudo, foi tomar uma manifestação da natureza humana como a rainha de todas as outras - além de chamar de ruim o que foi felizmente gerado pela evolução humana. É neste momento que se toma partido com alguma postura conservadora: o conservador está preocupado com determinados aspectos (sob determinado ponto de vista) da natureza humana e suas possíveis repercussões. Porém, de tão preocupado com isso se esquece de todo o resto e, inclusive, se esquece da parte da natureza humana que não interessa à ele: para o liberal e conservador, por exemplo, o egoismo se resume em um único lado da moeda, com um único lado político e uma única interpretação. Daí Hobbes efetua o salto: ele já pressupõe contido no medo da morte o ímpeto de se organizar socialmente, o que não explica nada, mas sim obscurece o assunto. Não foi por acaso que o ministro da educação na Alemanha da época teve de censurar "O Único" de Stirne...