Real Time Web Analytics Violência Semântica: Abril 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Alguns Recortes de Emma Goldman


Mal começei a ler O Indivíduo, A Sociedade e o Estado desta anarquista e não me contive de botar alguns trechos do livro dela aqui. Além de escritora, foi uma ativista feminista libertária. Nasceu no imperío russo em 1869 e morreu em 1940 no Canadá. Lá vai:
...Foi só mais tarde que se viu surgir governo político e estado, consequências do desejo dos mais fortes de tirar vantagens dos mais fracos, de alguns contra a maioria. O Estado eclesiástico ou secular, serviu então para dar uma aparência de legalidade e de direito aos danos causados por alguns à maioria. Essa aparência de direito era o meio mais cômodo de governar o povo, pois um governo não pode existir sem o consentimento do povo, consentimento inoculado pelo que se chama "educação", autêntico doutrinamento público e privado.

O povo consente porque é persuadido da necessidade da autoridade; inculcam-lhe a idéia de que o homem é mau, virulento e demasiado incompetente para saber o que é bom para ele. É a idéia fundamental de todo governo e de toda opressão. Deus e o Estado só existem e são sustentados por causa dessa doutrina.

No entanto, o Estado não é mais que um nome, uma abstração. Assim como outras concepções do mesmo tipo: nação, raça, humanidade, ele não tem realidade orgânica. Denominar o Estado de organismo é uma tendência doentia de fazer de uma palavra um fetiche.