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Mostrando postagens de Outubro, 2011

O Único

Deixemos O Mestre falar um pouco, ainda que ele recomende não idealizá-lo:
O Estado deixa os indivíduos jogarem livremente, mas não se meterem a sério nas coisas e o esquecerem. O homem não pode ter relações espontâneas com os outros homens sem "vigilância e mediação a partir de cima". Não posso fazer tudo o que sou capaz de fazer, mas apenas aquilo que o Estado permite; não posso valorizar minhas idéias, nem meu trabalho, nada que seja meu.
O Estado tem sempre uma única finalidade: limitar o indivíduo, refreá-lo, subordiná-lo, fazer dele súdito de uma idéia geral; só dura enquanto o indivíduo não for tudo em tudo, e é apenas a mais marcada expressão da limitação do meu eu, da minha limitação e da minha escravidão. Nunca um Estado tem como objetivo permitir as atividades livres de cada indivíduo, mas sempre aquelas que estão ligadas aos interesses do Estado. E também nada de comum pode nascer dele, do mesmo modo que um tecido não pode ser visto como o trabalho comum de todas…