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Mostrando postagens de Junho, 2012

O Jurista e seu Disfarce

No profissão reporter da Globo, a jurista de meio-mestrado e enfeitada com cristianismo três-quartos diz:

"...se todas as pessoas que estão em completo desamparo estatal e, portanto, em pobreza obrigatória, começarem a se apropriar do patrimônio alheio viveríamos em uma verdadeira anarquia."

A insistência histórica em falar de "anarquia" em sentido aterrorizantemente negativo é uma tendência fantasiosa de querer que as aparências continuem vigorando para exercício de uma ordem particular, arbitrária. Isto é, a tal "anarquia" é um fenômeno, desde sempre, iminente, pois representa nada menos que as consequências diretas das contradições sociais que o Iluminismo, paradoxalmente, visava erradicar. A lei, o policiamento, a moralidade fundada no "amor", em suma, o Estado - e a pobre coitada da jurista que acha que o Estado não é ela - serve, portanto, para silenciar impulsos perfeitamente naturais de exerção de poder concreto (falo de força física,…

Stirner - Minhas Relações

"A propriedade privada vive por obra e graça do direito. Só nesse âmbito ela tem sua garantia - a posse ainda não é propriedade, só se torna 'coisa minha' com a aprovação do direito; não é um fato (un fait, como Proudhon pensa), mas uma ficção, uma idéia. Uma coisa não é minha graças a mim, mas graças ao direito." - Stirner, O Único e a Sua Propriedade. Tradução de João Barrento; Martins Fontes, 2009. Página 324.
"O Estado não admite que o homem possa ter relações diretas com o homem; ele tem de ser sempre intermediário, tem de...[portanto] intervir. O Estado tornou-se aquilo que Cristo, os Santos, a Igreja eram: nomeadamente 'íntermediário'. Separa o homem do homem para se colocar entre eles como 'espírito'." - Stirner, ibidem. Página 328.
"Todavia o que acontece com meu trabalho material se passa também com o intelectual. O Estado permite que eu use e valoriza minhas idéias e as comunique (estou valorizando-as pelo fato de os que me o…