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Barry Smith: o encontro de mentes na comunicação (ou o otimismo de uma experiência intersubjetiva)

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Por Benilson Nunes Há muito, em filosofia da linguagem, assumimos que o entendimento da fala se dá pela decodificação, por parte do ouvinte, dos sons produzidos por um falante. Há um momento sintático, ou auditivo, importante da comunicação para se tornar possível a compreensão semântica. Escuta-se sons e sentenças organizadas para entendê-las. Nesse caso, escutamos não uma pessoa, mas um som ou frase. Este som ou frase, certamente, deve estar articulado dentro de uma língua e, assim, naturalmente, pressupomos. Logo, há o entendimento de que a comunicação se dá entre falas apropriadamente organizadas, e não, essencialmente, entre sujeitos. Isso significa, em última instância, que não são pessoas que comunicam, mas sim discursos.  Esse raciocínio parece razoável se considerarmos que há “falas” que não são emitidas por algo que denominaríamos como pessoa. Um computador, por exemplo, e assumindo que computadores não são pessoas, poderia emitir sons articulados dentro de ...

O que é Niilismo? Uma definição brevemente a fundo.

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Por Benilson Nunes As principais enciclopédias online de filosofia, tais como a Stanford , a Internet Encyclopedia of Philosophy  e a Routledge , oferecem visões, ao nosso ver, excessivamente contextuais, ou, por isso mesmo, pouco gerais ― o que não é, em todo caso, ruim. Talvez isso ocorra em função da própria autoria do artigo que acompanha os verbetes não ser, em si, niilista, necessitando, assim, de uma explicação tendo como referência exemplos históricos específicos. Dito de outro modo, não se tenta oferecer  a perspectiva niilista, mas apenas perspectiva s em seus recortes autorais ou disciplinares. Decerto, essa é uma atitude parcimoniosa positiva, mas que deixa de oferecer uma visão que possa ser compreendida independentemente do conhecimento que se tenha da história da filosofia. É talvez verdade que definições gerais serão, de todo modo, imprecisas, dado que o niilismo, a despeito de não aparentar, não é uma doutrina de fácil compreensão. Mesmo as encicl...

A teoria do duplo-aspecto de Thomas Nagel

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Por Benilson Nunes (Benny) 1. Introdução Para compreender a teoria de Nagel a respeito da consciência, devemos, de antemão, explicitar as suas pretensões metafísicas mais fundamentais. Trata-se do que o autor passou a nomear, em 1986, de “teoria do aspecto dual” (NAGEL, 2004, p. 43) ou, como poderíamos dizer em função de seu monismo, monismo de duplo-aspecto . Essa dualidade de aspectos, segundo Nagel, dá-se em uma terceira coisa [1] que abriga, essencialmente e simultaneamente , o mental [2] e o físico. Dizendo de outro modo, o monismo de duplo-aspecto nageliano é uma teoria da dupla-essencialidade — mental e física — a respeito de um substrato mais fundamental da realidade. Assim, temos que a realidade possui, ela mesma, uma escala última que seria, propriamente, psicofísica .              Essa tese da essencialidade psicofísica da realidade advogada por Nagel surge com a pretensão de resolver o problema qu...